Segura aí, é hora da indicação: Sessão de Terapia.


Sessão de Terapia, é um livro escrito pela lindíssima Jaqueline Vargas ( um amor de pessoa) , roteirista da série com mesmo nome. O livro conta a vida de Theo, psicólogo, e seus pacientes. É contado em primeira pessoa, e Theo nos mostra como se sente, e como viu cada situação passada na primeira temporada na série. Envolvendo seus pacientes principais, Julia, Breno, Nina, João e Ana, sua Mulher Clarice, e sua psicóloga, Dora.

Jaque, como prefere ser chamada, nos conta que quando a proposta surgiu, pensou muito sobre o que escrever. Ela não queria retratar exatamente a série, ou colocar os roteiros, afinal, o livro ficaria imenso, portanto, resolveu colocar a visão de Theo, que não é tão exposta assim durante a série da GNT.

O livro é divido em capítulos-semanas, com um mini-capitulo de cada dia, dentro de cada semana.  Por ser contado em primeira pessoa, tem um intimismo incrível, em que você passa a sentir como se conhecesse o íntimo do Theo, e sente uma vontade enorme de segurar nos braços, e não soltar mais. Você percebe a fragilidade das pessoas, e das atitudes que tomamos.
Ainda não assisti a série, e para quem ainda não viu, o livro é um prato cheio, uma boa iniciação. É um rito de passagem. Sei de tudo que vai acontecer na série, na primeira temporada, mas o livro de instiga a querer saber o que os personagens sentiram, não apenas o Theo.
Adorei a capa do livro, com a foto dos personagens. Não gosto muito de capa com fotografia, mas esta ficou bem feita. As letras tem um bom espaçamento, a página é um pouco amarelada, o que facilita a leitura, e no meio do livro tem fotografias da série e bastidores.

Um livro muito indicado para qualquer pessoa, de fácil leitura ( li em três dias). É o tipo de livro que você devora sem pensar duas vezes. Vale a pena.Já se tornou um dos meus preferidos (:



E você? Já leu o livro ? Assistiu a série? Me conta, o que achou ?
 Sessão

um passo, um ato.


Dou um passo e refaço.
No ato, antes do passo,
Penso no caso de ser o errado.

Arrisco, petisco.
Sem medo, ainda cedo.
Cedo aos seus encantos,
pisando em cada canto,
colhendo cada vento.

Dou um passo, vou pra frente
à frente do tempo perdido.
Te encontro, no meio.

Passo perto, me atrapalho.
Colho cada olhar, escolho cada passo.
Me mantendo próximo,
não obstante,
teu olhar bastante
singelo, acolhedor.
me manda avançar.
dou um passo,
você dois. nos juntamos no três.
somos um, formados por dois,
eu você. ou três,
se contar o amor.

A mulher que passa.

Teu olho me olhou profundo. 
Era Agosto, uma noite fria, num lugar onde só tinham pessoas frias. Foi o teu olhar que me olhou.
Poderia ter sido qualquer outro. Até hoje me questiono o porquê o seu.

Naquele lugar desconhecido, eu andava olhando para os lados. Eu estava sozinha. Você acompanhado. Não de uma namorada, talvez colegas da faculdade, amigos de infância. Talvez conhecidos apenas.

Eu olhava o céu. Estava frio. Mas eu já disse isso. E me repito. Como sempre fiz. Como fiz naquela noite também.

Você estava de preto. Cachecol preto. Uma touca antiga. Lembro de te achar estranho. Mas todos naquela cidade eram estranhos. Então decidi que você era normal.

Quando olhei para o celular, fingi ver as horas, passei por você. Você esbarrou em mim. Não sei se propositalmente. Se sem querer. Mas esbarrou.

Levantei o olhar. E o teu olhar me olhou.

Ficamos quanto tempo assim, dez minutos ? Acho que menos. Nem um minuto deve ter sido. Mas sabe a sensação de que . É. Essa sensação. Eu tive.

Ei, cara! Eu ouvi dizerem. Me apressei. Desculpas. Sai andando. Você me segurou, de leve, pelos braços. 

Eu parei. Eu queria que você tivesse feito isso. Te desculpo se tomar um café comigo.

Não falo com estranhos. Você nem se despediu dos amigos. Só veio atrás de mim. Olhava para baixo, sorria sem graça, enquanto você tentava me convencer de não ser um estranho.

Eu gosto de Gal, e Caetano. Dizia você. Totalmente Clichê. Afirmei.

Então, eu vejo Tarantino e Kubrick. Coisa de intelectual. Nada que eu não conheça.

Leio Nietzsche?! E é assim que me convence que não é estranho ?! Rimos, os dois.

Tá. Da sua bolsa de carteiro, tirou um livro. Não me deixou ver qual era. Parou em uma mureta. Continuei andando. Bem devagar, confesso. Pensei porque não continuava a andar comigo.

De repente, você pula na minha frente. Não me assusto. Sabia que você estaria alí. Me entrega o livro. 

Sorri. Me dá um beijo na bochecha. Vai perceber que não sou tão estranho.

Vira, e caminha na direção contrária.


No livro.
Como te adoro, mulher que passas Que vens e passas, que me sacias Dentro das noites, dentro dos dias! Por que me faltas, se te procuro? Por que me odeias quando te juro Que te perdia se me encontravas E me encontrava se te perdias? Por que não voltas, mulher que passas? Por que não enches a minha vida? Por que não voltas, mulher querida Sempre perdida, nunca encontrada? Por que não voltas à minha vida? Para o que sofro não ser desgraça?


O livro? Coletânea completa de Vinicius de Moraes.
Alí eu percebi que você não era estranho.

Você nunca mais apareceu.

O que carrego comigo...


Hoje, conversando com meus meninos ( digo meus, porque já tenho um carinho imenso por eles), paramos no assunto o que carregamos na carteira, ou seja, o que carregamos para cima e para baixo, e cá estão algumas coisas que mostrei.
As fotos dos meu avós. Pois é, são meus anjos da guarda que carrego comigo. Estão sempre do meu lado, esteja onde estiverem. São duas pessoas de uma energia e uma alma incrível. Não digo eram, porque ainda os sinto aqui comigo. Os carrego comigo por sentir falta, por sentir saudades, por sentir muito amor. Meus verdadeiros anjos da guarda, meus amores.
Carrego um espelho quebrado. Não sei se tem muito significado sabe?! é apenas um espelho, quebrado. mas não consigo tirar da carteira. Acho que quando o quebrei, passei a acreditar que espelhos quebrados dão 7 anos de sorte, e não de azar.
Fotos minhas. Nunca se sabe quando encontrará o amor da sua vida. Aí é só anotar o numero atrás da foto e entregar. Brincadeira, rs. As fotos são pra emergências, sempre são necessárias. Pra uma carteirinha, pra um cadastro. 
Calendário com tema de fotografia. O calendário para contar os dias, para marcar os dias, para ver as felicidades. De fotografia? Simples, é vida.
Minhas palhetas! Meu arco-íris em forma de palheta, que me da cor, me da luz,me da inspiração. Comprei numa loja de shopping, mas anda comigo de um lado pro outro. Minhas palhetas da Andeor. Minha(nova) querida banda preferida. Um amor de banda, com pessoas incríveis, que merecem ser levadas comigo todos os dias.
E finalmente, a minha moeda da sorte. Meu pai me deu quando sai de casa e vim morar com meus avós. Fiquei feliz com essa demostração de amor e carinho da parte dele. Ele nunca foi de demonstrar muito sabe!? Ele me disse que essa moeda me colocaria no caminho certo, me mostraria as direções. Logo depois consegui um emprego novo, onde conheci pessoas maravilhosas. Conheci pessoas maravilhosas, e tenho me divertido horrores. por isso, acredito que seja o item mais importante da minha carteira.
O resto que carrego, não tem importância alguma.

E você? O que carrega na carteira? :D

Não ultrapasse a faixa amarela.


Primeira vez em São Paulo. Paro para esperar o metrô. Uma voz bonita me diz: "Não ultrapasse a faixa amarela. Ela é sua segurança". Pessoas ultrapassavam, eu temia por elas. Não ultrapassei, e fiquei segura.
Pensei comigo mesma. É isso, é exatamente isso que devo fazer. Então, coloquei uma faixa amarela em volta do meu coração. Abri um sorriso no rosto, e toda vez que você chegava perto de mim uma voz bonita dizia: "Não o deixe ultrapassar a linha amarela. Ela é sua segurança". E eu não deixei.
Mas você, malandro que é, fingiu que não ouviu a voz, e quanto mais você se aproximava, mais a voz ficava nervosa! "Não ultrapasse a faixa amarela", dizia ela, mais vezes, mais rápido, mais alto. Até que você me beijou. Pronto, a voz parou de falar. Já não adiantava ela dizer para você não ultrapassar. Você passou a faixa, pulou no trilho e conquistou o coração, me levando com você para os trilhos. Aí, já era. Sua segurança já não existia, minha segurança tinha se partido. Você me desmanchou, a voz se cansou e foi embora. Ainda consegui ouvi-la chorar, de longe. Mas não posso fazer nada. Você ultrapassou a faixa amarela.

Se não fosse, não seria eu.


Se não fosse a educação que meus pais me deram, se não fosse a vontade de ter uma irmã, se não fosse morar num verdadeiro lar , não seria eu. Se não fossem as brincadeiras de barbie com o pai no chão da sala, se não fosse as idas ao parque Santos Dummont, se não fosse o exemplo pra gostar de aviões não seria eu.

Se não fosse as brincadeiras no parquinho de trás, se não fosse os dias de polícia e ladrão em que eu não podia sair da rua de trás, se não fosse as andadas de bicicleta, não seria eu. Se não fosse crescer com gente boa, se não fosse ficar na casa da tia rita, se não fosse a tia clau, não seria eu.

Se não fosse o É o Tchan!, tchakabum, praias e palcos não seria eu. Se não fosse dançar no meio dos adultos. Se não fosse subir num palco sempre que possível, não seria eu.

Se não fossem os teatros e shows no Sesc e no Sesi, se não fossem os eventos gratuitos, e o "vamos"  mesmo sem saber pra onde, não seria eu. Se não fosse a paixão por teatro, a vontade de estar no palco não seria eu. Se não fosse a música, a fotografia, não seria eu.

Se não fosse o movimento escoteiro, se não fosse BP, se não fosse chefe Denio, Chefe Ubiratan, Chefe Francisco, Chefe Vlamir, Chefe Pai, Chefe Tarzan. Não seria eu. Se não fosse a Biah, o Léo, a Thaia, a Rena, aí não seria mesmo eu.

Se não fossem os livros, se não fossem os LP's. Não seria eu. Se não fosse Sandy Leah não seria eu.

Se não fosse a indecisão no ensino médio, se não fosse as aulas no Francisco Lopes, se não fossem os amigos de manhã, não seria eu. Se não fossem as diversas melhores amigas que passaram, se não fossem os diversos amigos, não seria eu.

Se não fossem as platonices, se não fossem os diversos amores, se não fossem as paixões arrebatadoras, não seria eu. Se não fossem as alianças, as cartinhas, as fotos, os colares, não seria eu.

Se não fosse a vontade de crescer, a vontade de parar no tempo, não seria eu. Se não fosse Sampa, Curitiba, São José, não seria eu.

Se não fosse a Catequese, as dúvidas, as curiosidades não seria eu. Se não fossem as quermesses, os cachorros-quentes, não seria eu.

Se não fosse a Hocus Pocus, o Anexo, não seria eu. Se não fosse os ices e as caipirinhas de saquê não seria eu. Se não fosse voltar de madrugada, olhares trocados, padaria as 4 da manhã, não seria eu.

Se não fosse cabelo azul, cabelo rosa, piercing, tatuagens, e vontade de mudar , não seria eu.

Se não fosse o Quebra-Nozes , a paixão por crianças, a vontade de cuidá-las, não seria eu.

Se não fossem amigos distantes, amigos presentes e ausentes. Se não fossem palavras de carinho, não seria eu. Se não fosse a caixinha de lembranças, não seria eu.

Se não fossem Rabellos, e Sousas. Cunhas e Vascas. Se não fossem família, não seria eu.

Se não fosse Suzak, JK, Caio Fernando, O teatro mágico, Criolo. Se não fossem bandas desconhecidas, e totalmente loucas. Aí então, não seria, nunca, eu.

Meme baseado na música da Clarice Falcão, que ví no blog da Fran , e resolv reproduzir. (: